segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Lei da Remissão




"Livremente lhe darás, e que o teu coração não seja maligno, quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o SENHOR, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo no que puseres a tua mão" (Deuteronômio 15.10).

Deus não queria que houvesse nenhum pobre no meio do Seu povo. Para isso, Ele criou a lei da remissão, pela qual, a cada sete anos, seria perdoada a dívida de todo israelita. O rico que não a cumprisse estaria em transgressão, e, se o endividado clamasse ao Senhor, Ele viria e acertaria as contas com quem transgrediu Sua ordem.

Será que, hoje, o Senhor fica feliz em ver tantos miseráveis em Sua casa? Claro que não. A lei da remissão, hoje, não precisa esperar sete anos para entrar em ação. Os homens de Deus devem exercê-la todos os dias e libertar o povo santo dessa maldição. Naquele tempo, ela era física; atualmente, é espiritual. Os que viviam na miséria dependiam da boa vontade dos judeus ricos; hoje, dependem da fé do ministro do Evangelho.

Jesus declarou que uma das vertentes do Seu ministério era pôr em liberdade os cativos (Lucas 4.18,19). Hoje, não se pode transformar o Evangelho em uma seita filosófica. É preciso ver que as Boas-Novas são o poder divino. Mas que poder é esse, se muitas pessoas dizem estar em Cristo, mas vivem como se estivessem no diabo? Por todo lado, ouve-se acerca de outras que estão em pecado, presas em sofrimentos, com o casamento abalado ou destruído, no adultério, na mentira, na miséria e em tantos vícios. Afinal de contas, onde está o poder que Jesus disse que havia concedido aos Seus discípulos? Ou será que aqueles que se dizem cristãos mentem?

O preço da redenção de todos já foi pago. Se a obra foi feita, por que as pessoas ainda sofrem? Será que estamos, de fato, servindo a Deus, ou apenas nos enganando? Eu penso que temos transformado a Palavra, que veio para nos dar vida em abundância (João 10.10), em apenas mais uma religião. Na prática, para muitos, a Bíblia acaba aproximando-se das falsas religiões, que prometem muito, cobram demais e nada têm a dar. Não se engane: o Evangelho não é religião; é o poder do Senhor! É preciso voltar ao amor de Deus revelado em Cristo, parar de brincar de fé e começar a fazer o que o Senhor ensinou.

A minha oração é que a Igreja de Jesus pare de ser um clube social. Que ela esqueça os métodos e as práticas que os "sábios" criaram a fim de enchê-la de pessoas, pois esse não é o propósito do Senhor. Ele não nos mandou encher os templos de religiosos. Antes, enviou-nos a pregar o mesmo que Jesus pregava. No passado, era Ele quem acrescentava os que deveriam ser salvos, e, ainda hoje, quer ter essa primazia.

Confie: Deus sabe edificar Sua Igreja! Aproveite o tempo, pois vivemos em uma época ímpar: com nosso testemunho, podemos levar as pessoas à Palavra, para que sejam libertas de todas as opressões. Que privilégio!

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares
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