quarta-feira, 11 de julho de 2012

Liberdade ao orar



“para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele.” Efésios 3.10-12

Uma das primeiras verdades que aprendi quando comecei a freqüentar uma Igreja Evangélica foi a de que podemos falar diretamente com Deus, com confiança, pela Graça que nos foi dada mediante o sacrifício de Jesus.
Antes, nunca havia ouvido falar a respeito.
Essa Boa Nova me fez perceber o quanto havia vivido enganado com aquela conversa de que, nós “pobres humanos”, deveríamos dirigir nossas orações somente aos “santos” e não a Deus.
Senti muito pelo tempo perdido, mas ao mesmo tempo fiquei empolgado com a liberdade que esta informação me possibilitou! Como a Palavra diz em II Coríntios 3.16 “Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”.
Sim, há liberdade! Nunca mais uma oração vazia, ou uma reza, uma promessa, ou palavras sem alma, dirigidas a quem não poderia me ouvir e que nunca produziram fruto algum para o bem.

Hoje, após alguns anos de evangelho, penso sempre que não devemos menosprezar o valor de uma oração. Devemos tomar o cuidado de não voltar a agir como nos tempos da ignorância, tornando a fazer da oração apenas mais uma “reza”, uma mera formalidade de “crente”.
E sabemos bem que após algum tempo no banco da igreja podemos ser “tentados” a orar somente por um costume admitido.
A oração não deve ser assim, e se assim o for, melhor ficar calado (Provérbios 17.28), pelo menos até que se torne à verdadeira razão.

Devemos ser ousados ao orar, sabendo que somos ouvidos nos céus e que seremos conhecidos nas regiões celestes pelas nossas palavras, tendo em mente que o véu foi rasgado em dois, de alto a baixo (Marcos 15.38) nos permitindo livre acesso ao Pai.
Hebreus 10.19-21 deixa isso muito claro: “Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus”.
Lembre-se, esse caminho é novo e vivo! Não é um costume!
Afinal, você está entrando no santíssimo lugar e tendo um relacionamento com o Deus vivo!

Quero lhe convidar neste dia a meditar sobre nossas orações: Elas tem sido verdadeiras? Tenho expressado o meu verdadeiro caráter ou tenho “camuflado” algumas coisas? Tenho buscado nestes momentos uma comunhão real com o Pai ou apenas estou “gastando meu tempo”?
Se algo está errado conosco, isso deve ser mudado. Deus apenas espera nosso pedido de ajuda.

O véu já se rasgou, Deus já fez o impossível para que nós chegássemos a Ele.
E a nossa parte? Até quando esperar para rasgar o nosso coração e se achegar a Ele?

Seu chamado vem ecoando pelos séculos até chegar a você e a mim: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” II Crônicas 7.14

Que as nossas orações sejam a cada dia mais verdadeiras e mais próximas de um relacionamento saudável entre um Pai amoroso e seu filho querido, do que apenas uma lista de pedidos ou uma mera formalidade.

Um abraço,

IIGD Piraquara.

Gostaríamos muito de ouvir sua opinião, comente!
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