sexta-feira, 8 de julho de 2011

O REI UZIAS SUCUMBIU À SEDUÇÃO DO PODER

O reino começara bem.

Uzias "buscou a Deus" e experimentou um período de prosperidade. Tornou-se poderoso e afamado.

Mas acabou sucumbindo à sedução exercida pelo poder.

Deus poupou a vida de Uzias, sendo-lhe misericordioso. Basta lembrar a sorte de Uzá, nos dias de Davi, que morreu ao subestimar a santidade de Deus.
Ironicamente o nome Uzá significa "poder".

O rei Uzias foi apenas um "Uzá" mais bem trajado que ousou tocar na mesma coisa pela qual o maltrapilho morrera.

Ele não havia ainda deixado o templo e Deus já o marcara permanentemente com lepra, uma enfermidade que tem o mesmo nome da nossa moléstia espiritual — ele estava impuro.

A natureza orgulhosa de Uzias encontrou-se, no templo, com a santidade de Deus, desprotegidamente.
Ao ser confrontado, ousou rebelar-se, desafiando os sacerdotes.

Sua natureza impura subiu à superfície, revelando quem ele era realmente.
A partir daí, foi desqualificado para reinar. Seu filho tornou-se o regente enquanto Uzias teve de ser lançado fora da casa real.

Enquanto buscou o Senhor, Uzias prosperou. Ao deixar de buscar, deixou de prosperar.

Nem mesmo pode ser sepultado juntamente com os demais reis de Judá devido à sua lepra.
É provável que Isaías ainda estivesse lamentando a morte de Uzias quando Deus reestruturou a sua compreensão sobre a santidade.

É possível que a igreja atual esteja sofrendo da Síndrome de Uzias.

Insistimos em nos aproximar de Deus à nossa maneira, afirmando que tudo está sendo feito para a "glória de Deus".

A nossa adoração será aceita pois sabemos como agradá-lo. Pensamos poder "alimentá-lo" com nossos sermões bem preparados, liturgias frias e cansativas, e adoração orquestrada com orgulho e arrogância religiosos, como se Ele fosse um animal treinado e acorrentado.

Deus está para marcar muitos de nós com uma lepra que nos fará conhecidos como "cortados da casa de Deus", ou, como disse o apóstolo Paulo "tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder".
Paulo continua advertindo-nos para que "nos afastemos" de tais pessoas.

Será que Deus afastou-se de nós pelas nossas práticas religiosas inúteis? Será que nossa presunção contaminou nossas ofertas e nos desqualificou para habitar na sua presença?

A única maneira de sermos curados da "Síndrome de Uzias" é através de uma experiência com Deus, como a vivida por Isaías.

A maioria de nós, no entanto, jamais chega a esse ponto.

Quando confrontados, ficamos irritados, quando devíamos nos arrepender.

Insistimos em balançar nossos incensórios repletos de ofertas inaceitáveis a Deus.

Precisamos verdadeiramente de lábios ardentes e de coração aquecido.

Não permita que seu reinado termine como o do rei Uzias, não se deixe seduzir.

Só mesmo uma brasa do altar de Deus poderá curar-nos da nossa arrogância.


Um abraço,

IIGD Piraquara
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